Adoradores...

Estudos

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Este site, Adoradores em Casas, que não se submetem ao crivo de homens e suas doutrinas, prima-se em divulgar a Palavra de Deus para salvação de almas; porquanto, alguns estudos não haverá a anuncio de quem o elaborou, pois, se for da parte de Deus, não há como falarmos que alguém tem o direito autoral do estudo, se, entretanto, houver quem seja contrário a isto, nos informe que iremos retirar!!!

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A VERDADE SOBRE OS DÍZIMOS





               OBSERVAÇÃO: Sugerimos aos amados em Cristo, a ler o texto até o fim, preferencialmente acompanhado da sua bíblia, para que tenham fundamento bíblico para formar uma opinião.

              O que é dízimo?  Imediatamente você poderá imaginar: Dez por cento dos meus rendimentos para os cofres da igreja.  Mas, será que Deus ainda exige que pratiquemos alguma ordenança da lei do Antigo Testamento (da qual foi instituído o dízimo), mesmo depois do sacrifício do Senhor Jesus para remir  o homem do pecado?  Vamos conhecer a verdade que envolve esse MITO chamado dízimo, o qual está sendo levado aos fieis de forma desvirtuada, por muitos pregadores.  

                Porem, antes de iniciarmos o nosso estudo, vamos à consulta aos dicionários da língua portuguesa, sobre o nosso assunto:              
            Dízimo: A décima parte.
            Dízima: Contribuição ou imposto equivalente a décima parte dos rendimentos.
Como podemos observar, dízimo é a décima parte (de qualquer coisa) menos dos seus rendimentos. Porque a fração equivalente a dez por cento dos rendimentos chama-se dízima. Porque então os pregadores pedem dízimoA confusão começa por aí, porque na lei de Moisés, a qual foi por Cristo abolida (Hebreus 7.12,18,19), o dízimo nunca foi dinheiro para os cofres das igrejas.
Os dízimos aos levitas eram dez por cento das colheitas dos grãos, dos frutos das árvores e da procriação de animais que nasciam no campo em um determinado período. Resumindo: O dízimo era alimento destinado a suprir as necessidades dos levitas que não tinham parte nem herança na terra prometida. Vejamos:   
Deuteronômio 14.24-27E quando o lugar que escolher o Senhor teu Deus para fazer habitar o seu nome, for tão longe que não os possa levar, vende-os e ata o dinheiro na tua mão, e vai ao lugar que escolher o Senhor teu Deus e compre tudo o que a tua alma desejar, e come ali perante o Senhor teu Deus, e alegre tu e tua casa. Porem, não desamparará ao levita que está dentro das tuas portas e não tem parte e nem herança contigo
Considere a profundidade do texto bíblico onde o Senhor evidencia que, se o lugar que escolheu o Senhor teu Deus, para levar o seu dízimo, for tão longe que não os possa levar, Ele instruiu, que o seu dízimo deveria ser vendido, e o dinheiro atado na tua mão, (observe que não é na mão de nenhuma outra pessoa), ir ao lugar que escolheu o Senhor, e comprar o que a tua alma desejar, para ali fazer habitar o nome do Senhor Deus.   
Portando amados, se o dízimo fosse dinheiro, o Senhor não iria mandar vender o que já era espécie.
dízimo na lei de Moisés nunca foi oferecido da forma como está sendo feito hoje, porque   odízimo foi destinado para suprir as necessidades dos levitas, mas hoje, não há mais a personagem representativa do levita entre nós.
Porem, alguém poderá apontar para Malaquias 3.10 tentando justificar que fora ordenado aodízimo, ser levado para casa do tesouro. No entanto se meditarmos nos livros de II Crônicas 31.5-12 e Neemias 12.44-47 vamos entender melhor o porquê Malaquias mandou levar o dízimo a casa do tesouro. Disse o Senhor: Para que haja mantimento na minha casa. E o que é mantimento? 
Aquilo que mantém, provisão, sustento, comida, dispêndio, gênero alimentício, etc.  Leia o estudoA REVELAÇÃO DO CAPÍTULO 3 DE MALAQUIAS  para discernimento espiritual sobre a Palavra do Senhor texto.            
Ainda em II Crônicas 31.13-19, a lei menciona que o dízimo era partilhado às comunidades dos levitas que trabalhavam nas tendas das congregações, segundo o ministério que cada um recebera do Senhor. 
Hoje o dízimo está sendo direcionado para o líder ou para o dono da igreja, como também a cúpula de organizações religiosas, onde ninguém mais sabe a que fim se destina esse montante. Enfim, o dízimo não foi criado para assalariar o dirigente da igreja ou para prover as despesas pessoais desses, nem tão pouco para realizar obras missionárias ou para construir templos.
                       OS DÍZIMOS ANTES DA LEI
O DÍZIMO DE ABRAÃO - Gênesis 14.18-20: Abraão deu o dízimo dos despojos da guerra ao Rei Melquisedeque, sacerdote do Deus altíssimo, e foi por ele abençoado.
O DÍZIMO DE JACÓ - Gênesis 28.20-22: Jacó fez um voto ao Senhor, prometendo  dizimar tudo quanto ganhasse, se em sua jornada fosse por Ele protegido e abençoado.          
Em ambos acontecimentos, não há registro na palavra que tenha havido ordenanças para que sedizimassem. Especificamente nesses casos, os dízimos foram oferecidos de forma voluntária, espontânea, ou por voto, em retribuição e agradecimento, honra e glória ao Senhor Deus, pelas bênçãos recebidas e pelas vitórias conquistadas.
Assim sendo, hoje não se pode tomar como exemplo os dízimos de Abraão e Jacó, como fundamento para implantá-los como regra geral de doutrina na igreja, com o propósito de receber bênçãos e salvação, em nome de uma lei que fora por Cristo abolida.
                               O DÍZIMO PELA LEI
Números 18.21-26: O pagamento do dízimo foi ordenado pela lei do Antigo Testamento, e tinha caráter de caridade, pois a sua principal finalidade era suprir as necessidades dos Levitas que não tinham parte nem herança na terra prometida, e também dos estrangeiros, órfãos e viúvas.
Deuteronômio 14.29: Então virá o levita (pois nem parte nem herança têm contigo), e o estrangeiro, e o órfão, e a viúva que estão dentro das tuas portas, e comerão, e fartar-se-ãopara que o Senhor teu Deus te abençoe em toda a obra das tuas mãos que fizeres.
Está na palavra, o dízimo foi criado por Deus, com a finalidade exclusiva de caridade aos necessitados, hoje é empregado para outros fins, diverso daquele que o Senhor ordenou.
Mas, ainda que os dirigentes das igrejas revertessem todo tributo dos dízimos e ofertas em obras sociais, ainda não estavam em conformidade com a palavra do Senhor, pois alem do dízimo ter sido abolido (Hebreus 7.5-12), a caridade ou amor ao próximo, é algo muito profundo, é individual e intransferível, é uma obra entre você e o Senhor teu Deus (Mateus 6.1-4).   
Outro detalhe interessante que precisamos conhecer, quando o dízimo foi instituído pela lei (Números 18.20 a 24) com a finalidade de manter os filhos de Levi que administravam o ministério nas tendas das congregações, os quais não receberam parte nem herança na terra prometida, (Números 18.24”b”), o Senhor declarou que os filhos de Levi não teriam nenhuma herança no meio dos filhos de Israel.
Como também fora ordenado as demais tribos de Israel, que dizimassem aos Levitas, o necessário para a manutenção cotidiana, porque não possuíam nenhuma herdade. Hoje, a situação está a revés da Palavra, os trabalhadores, a maioria deles assalariados, ofertam o dízimo para os que vivem sem trabalhar, e em abundância de bens.
             O DÍZIMO NO EVANGELHO DE CRISTO
No Evangelho de Marcos 16. 15, 16, disse Jesus: Ide por todo o mundo, pregai o Evangelho a toda a criatura. Quem crer e for batizado, será salvo, mas quem não crer será condenado.
            Observem que o Senhor Jesus mandou pregar o Evangelho, para que crendo, recebamos a salvação (I Coríntios 15.1, 2). Esse foi o propósito do Senhor ao oferecer o seu sangue em sacrifício vivo. E onde está a ordenança para o dízimo, senão no Antigo Testamento?  Porque então o homem persiste em pregar e manter as ordenanças da lei, as quais foram por Cristo, abolidas? Pregar a velha aliança é exumar uma lei sucumbida e mutilar o Evangelho de Cristo, sobrecarregando as ovelhas do pesado fardo que Cristo levou sobre si.   
No Evangelho de Cristo Ele nos ensina fazer caridade, nos ensina a orar,   a jejuar (Mateus 6.1 a 18), e uma infinidade de outros ensinamentos, porém  nas duas únicas vezes que Ele referiu-se aosdízimos,  foi com censura. Vejamos:
            Mateus 23.23 – Ai de vós, escribas e fariseus, hipócritas! Que dizimais a hortelã, o endro e o cominho, e desprezais o mais importante da lei, o juízo, a misericórdia e a fé;deveis, porém, fazer estas coisas e não omitir aquelas.  
Alguém poderá considerar que Jesus ordenou que se dizimássemos, porque Ele disse: Deveis fazer estas coisas. Vamos buscar o entendimento espiritual na palavra do Mestre:
Jesus era um judeu, nascido sob a lei (Gálatas 4.4). Portantoviveu Jesus na tutela da lei de Moisés, reconhecendo-a, e disse dessa forma, pela responsabilidade  de cumprir a lei. Vejamos:
Mateus 5.17,18: Disse Jesus: Não cuideis que vim abolir a lei e os profetas, mas vim para cumpri-la, e, nem um jota ou til se omitirá da lei, sem que tudo seja cumprido.
E verdadeiramente Ele cumpriu a lei.  Foi circuncidado aos oito dias, foi apresentado na sinagoga (Lucas 2. 21-24), assumiu o seu sacerdócio aos trinta anos  (Lucas 3.23, Números 4.43, 47), curou o leproso e depois o mandou apresentar ao Sacerdote a oferta que Moisés ordenou (Mateus 8.4, Levíticos 14.1...), e cumpriu outras formalidades cerimoniais da lei.
Porém, quando Cristo rendeu o seu espírito a Deus (Mateus 27.50,51), o véu do templo rasgou-se de alto a baixo,  então passamos a viver pela graça do Senhor Jesus,  encerrando-se ali, toda  ordenança da lei de Moisés, sendo  introduzido o Novo Testamento, o Evangelho da salvação do Senhor Jesus Cristo.
O que precisamos entender de vez por todas, que Cristo não veio a ensinar os Judeus a viverem bem a Velha Aliança, Ele disse: Um novo mandamento vos dou (João 13.34)e, se a justiça provem da lei,  segue-se que Cristo morreu em vão (Gálatas 2.21).
Em Mateus 5.20 disse Jesus: Se a vossa justiça não exceder a dos escribas e fariseus, de modo nenhum entrareis no Reino dos  céus.
Observem que o Senhor Jesus Cristo mandou justamente os escribas e fariseus (os quais o Senhor sempre os tratava por hipócritas, falsos)  que cumprissem a lei de Moisés, lei que  ordenava odízimo. Nós porém,  para herdarmos  o reino dos céus, não podemos de forma alguma voltar no ritual da lei Mosaica como faziam os escribas e fariseus, com hipocrisia, mas  precisamos exceder essa lei, a qual foi por Cristo abolida.   O amor, a graça e a paz do Senhor Jesus excede a lei de Moisés e todo entendimento humano.  
            A Segunda vez que o Senhor Jesus referiu-se ao dízimo, foi na Parábola do Fariseu e do Publicano (Lucas 18.9 a 14) e outra vez censurou os dizimistas. Tomou como exemplo um homem  religioso, que jejuava duas vezes  por semana e dizia  ser  dizimista fiel, porém, exaltava a si mesmo  e humilhava um pecador que suplicava a misericórdia do Senhor.  
Isso acontece hoje exatamente da mesma forma, muitos ainda exaltam-se dizendo: “Eu sou dizimista fiel”, mas nesta  narrativa alegórica, o Senhor Jesus Cristo exemplificou  que no Evangelho não há galardão para os dizimistas fieis, ao contrário, Jesus sempre os censurou.
                     A ABOLIÇÃO DOS DÍZIMOS
Hebreus 7.5E os que dentre os filhos de Levi receberam o sacerdócio tem ordem, segundo a lei, de tomar os dízimos do povo, isto é, de seus irmãos, ainda que tenham saído dos lombos de Abraão.
           Observe, a palavra afirma que Moisés deu uma lei ao seu povo, a qual é direcionada aos filhos de Levi, especificamente aos que receberam sacerdócio para trabalhar nas tendas das congregações, os quais têm ordem segundo a lei de receber os dízimos dos seus irmãos. Agora note o relato do versículo 11:
            Hebreus 7.11De sorte que, se a perfeição fosse pelo sacerdócio Levítico (porque sob ele o povo recebeu a lei), que necessidade se havia logo de que outro sacerdote se levantasse, segundo a ordem de Melquisedeque (referindo-se a Jesus Cristo) e não fosse chamado segundo a ordem de Arão? (menção a Moisés, o qual introduziu a lei ao povo).
           Hebreus 7.12Porque mudando-se o sacerdócio, necessariamente se faz também mudança na lei.
            Meditando no texto acima, especificamente nestes versículos, onde a palavra do Senhor assegura que os sacerdotes Levíticos recebiam os dízimos segundo a lei (Hebreus 7.5), Porque através deles (sacerdotes Levíticos) o povo recebeu a lei (Hebreus 7.11) e mudando-se o sacerdócio, necessariamente se faz também, mudança na lei (Hebreus 7.12), porque se a perfeição fosse pelo sacerdócio Levítico (pelo qual o povo recebeu a lei), qual a necessidade do Senhor enviar outro Sacerdote? A palavra não deixa sombra de dúvida que não só o dízimo, mas toda a lei de Moisés foi por Cristo abolida. Mudou o Sacerdócio, necessariamente se faz mudança na Lei.
Se hoje, usarmos essa lei que fora direcionada especificamente aos filhos de Levi, aos que receberam o sacerdócio do Senhor Deus e aplicada ao povo, ela torna-se ilegítima, porque os “pastores” de hoje não são sacerdotes levitas, e Jesus afirmou que a lei e os profetas duraram até João (Lucas 16.16), e mudando-se o sacerdócio, necessariamente se faz mudança na lei (Hebreus 7.12).
Portanto, apenas esses três versículos (5,11,12) do capítulo 7 da carta aos Hebreus, seria suficiente para entendermos a abolição de toda lei, e não falarmos mais em obras mortas como dízimona era da Graça do Senhor Jesus. 
           AQUI TOMAM DÍZIMOS HOMENS QUE MORREM
A nossa maior preocupação em relação aos pregadores que tomam o dízimo dos fieis, vem incidir sobre o versículo 8 do Capítulo 7 da Carta aos Hebreus, observem o porquê:   
Hebreus 7.8Aqui certamente tomam dízimos homens que morrem; ali, porém, aquele de quem se testifica que vive.  
Toda cautela no que diz a palavra: Aqui tomam dízimos homens que morrem, ali aquele que se testifica que vive (alusão ao Rei Melquisedeque).
No Evangelho de Mateus 22.32, disse Jesus que Deus não é Deus dos mortos, mas dos vivos.    O Senhor Jesus Cristo afirma que Deus, é Deus dos vivos e não é Deus dos mortos, e a palavra diz que aqui tomam dízimo homens que morrem, no que está legitimado no   Evangelho de João 11.26,onde disse Jesus: Todo aquele que  vive, e crê em mim, nunca morrerá.  Essa afirmativa do Senhor é mais uma evidência que nos faz entender que, os que tomam o dízimo não crêem em Jesus, porque a palavra está dizendo que morrem os que assim procedem, tomando o dízimo do povo, voltam a viver as ordenanças da lei de Moisés que fora por Cristo abolida.
Diante da Palavra de Deus, até onde recebemos entendimento, dar e receber dízimo é obra morta, ou seja, obra da justiça da Lei do Velho Testamento.  
            Crer e viver por essa prática é estar sem a graça de Deus, pois assim explica a Bíblia.    Estar sem a graça de Deus, é estar morto.
     Certamente que, sem Cristo e, cumprindo e se justificando pela lei, qualquer homem ainda não tem a vida eterna, tanto o que dá e, também, o que recebe o dízimo. Pois a palavra afirma que nenhuma alma será justificada diante d’Ele pelas obras da lei (Romanos 3.20,28 – Gálatas 2.16).
                          CONSIDERAÇÕES FINAIS
No Evangelho de Cristo, não há ordenança para se tomar o dízimo ou para se cumprir qualquer outro rito da lei. Jesus nos deu um Novo Mandamento, mandou pregar o seu Evangelho, ordenou amar a Deus acima de todas as coisas e ao próximo como a si mesmo, isto é, com caridade, e não estipulou percentual ou limite. Em Mateus 10.42 o Senhor mandou dar pelo menos um copo de água fria. Para o mancebo rico Ele mandou vender tudo e dar aos pobres (Mateus 19.21);  e quando  Zaqueu lhe disse que daria até a metade de seus bens aos pobres, Ele não confirmou a necessidade desse procedimento (Lucas 19.8, 9), disse apenas: Zaqueu, hoje veio salvação a esta casa.
Muitos saem em defesa do dízimo afirmando: Mas o Dízimo é bíblico (Número 18.21 a 26). Certamente,  como também  é bíblico: A circuncisão (Gênesis 17.23 a 27),  o sacrifício de animais em holocausto (Levíticos Capítulos do 1 até 6.8-13), a santificação do sábado (Levíticos 23.3), o apedrejar  adúlteros (Levíticos 20.10 e Deuteronômio 22.22), etc. É bíblico, mas pela ordenança da lei que Moisés introduziu ao povo.
Então porque hoje não cumprem a lei na sua totalidade, ao invés de optarem  exclusivamente pelo dízimo? Querem o dízimo porque  é a garantia  de renda líquida e certa todos os meses nos cofres das igrejas.  
O que também é bíblico, e o homem ainda não se conscientizou, é uma grande divisão existente na Palavra, separando a Velha Aliança do Novo Mandamento do Senhor Jesus; o qual testifica a doutrina para salvação (I Coríntios  15.1, 2).   Porém hoje, qualquer esforço para voltar a lei de Moisés  que Cristo desfez na cruz, é anular o sacrifício  do  cordeiro   de  Deus   e  reconstruir o  muro por Ele derrubado (Efésios   2.13 a 15).
Apocalipse 5.9Porque foste morto, e com o teu sangue compraste para Deus homens de todas as tribos, e línguas, e povos, e nações.
Portanto irmãos, o preço pela nossa salvação, o Senhor Jesus Cristo já pagou o mais alto preço, com o seu sangue inocente na Cruz. O Senhor ainda alerta: Fostes comprados por bom preço, não vos façais servos de homens (I Coríntios 7.23).
dízimo hoje é remanescente por razões óbvias: Primeiramente, pela contribuição dos que arcam com essa pesada carga tributária.
Outra presunção vem por parte dos que são beneficiados pelos dízimos, esses incorrem no erro pela ausência de entendimento espiritual da palavra de Deus não diferenciando a lei de Moisés feita de ordenanças simbólicas e rituais, com a Graça e a verdade do Senhor Jesus Cristo, ou mesmo consciente da abolição dessa prática, assumem o risco dolosamente na desobediência à palavra do Senhor.
Porem, seja por uma ou por outra razão, o homem querendo ou nãoaceitando ou não, o dízimo, como toda a lei cerimonial do Antigo Testamento, foi por Cristo abolida pela aspersão do seu sangue na cruz do Calvário:  (Lucas 16.16, Romanos 10.4, Efésios  2.15, II Coríntios 3.14, Hebreus  7.12,18, 19).  
Gálatas 5.14Porque toda a lei se cumpre numa só palavra, nesta: Amaras ao teu próximo com a ti mesmo




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A QUEM ORDENOU JESUS PREGAR O EVANGELHO?




Considerando que Cristo orientou a igreja de forma imperativa pelo “IDE” (Marcos 16.15), então perguntamos: A quem designou Jesus a pregar o Evangelho? Na sua concepção a ordenança é somente para a liderança das igrejas, aos missionários especificamente treinados ou para todos que receberam a oferta da salvação? Vamos meditar na Verdade legada no Evangelho do nosso Salvador.
A PARÁBOLA DOS TALENTOS
Em Mateus 25.14-30, a Palavra descreve a Parábola dos Talentos, sobre a qual, disse Jesus:
Partindo um homem para fora da terra, chamou os seus servos, e entregou-lhes os seus bens. A um deu cinco talentos, e a outro dois, e a outro um, a cada um segundo a sua capacidade, e ausentou-se logo para longe.
E, tendo ele partido, o que recebera cinco talentos negociou com eles e granjeou outros cinco talentos. Da mesma sorte, o que recebera dois, também granjeou outros dois. Mas o que recebera um foi, e cavou na terra, eescondeu o dinheiro do seu senhor.
E, muito tempo depois, veio o senhor daqueles servos e ajustou contas com eles. E, aproximou-se o que recebera cinco talentos e trouxe-lhe outros cinco talentos.
Como também o que tinha recebido dois talentos, disse: Senhor, entregaste-me dois talentos; eis que comeles ganhei outros dois talentos.
Mas, chegando também o que recebera um talento disse: Senhor, eu conhecia-te, que és um homem duro, que ceifas onde não semeaste e ajuntas onde não espalhaste; e, atemorizado, escondi na terra o teu talento;aqui tens o que é teu.
Respondendo, porém, o seu senhor, disse-lhe: Mau e negligente servo; sabes que ceifo onde não semeei e ajunto onde não espalhei; devias, então, ter dado o meu dinheiro aos banqueiros, e, quando eu viesse, receberia o que é meu com os juros.
Tirai-lhe, pois, o talento e dai-o ao que tem os dez talentos. Porque a qualquer que tiver será dado, e terá em abundância; mas ao que não tiver, até o que tem ser-lhe-á tirado. Lançai, pois, o servo inútil nas trevas exteriores; ali, haverá pranto e ranger de dentes.
TALENTO: Peça de ouro ou prata usada como dinheiro (II Reis 18.14) que no tempo do Reinado de Cristo aqui, era equivalente a seis mil Dracmas (Mateus 25.15).
Como tivemos a oportunidade de conhecer, durante o tempo do Senhor Jesus na terra, o talento era uma espécie de moeda corrente em sua região, mas, o talento aqui por Ele citado, não era uma unidade monetário do sistema comercial.
Entretanto, neste texto, o Senhor Jesus demonstra numa narrativa alegórica, comparando valores de ordem material, em alusão ao que está no nível superior falando de coisas espirituais, comparando a obediência e respeito de um servo fiel ao seu senhor, e a grandeza da obra salvadora da vida eterna pela pregação do seu Evangelho.
O Senhor usa a figura da moeda, mas num domínio espiritual, O qual exaltou aos servos multiplicadores da dádiva, dizendo: Fostes fiel no pouco, sobre o muito te colocarei. Entre no gozo do teu senhor.
E o muito, prometido aos servos fieis, não era bens materiais, mas era muito mais que isso, porque se referia ao gozo da vida eterna, pois na metáfora de Cristo, os talentos são almas preciosas resgatadas pela aspersão do seu próprio sangue, narrado em parábola para os que hoje recebem a oferta da salvação, exemplificando que devemos proceder como os servos bons e fieis, isto é, trabalhar para anunciar o Reino de Deus e as virtudes da vida eterna, para honrar o chamado do Mestre e multiplicar a oferta da vida eterna.
Observe a recomendação do Senhor Jesus, em João 15.16: Não me escolhestes vós a mim, mas eu escolhi a vós, e vos nomeei, para que vades e deis fruto, e o vosso fruto permaneça, a fim de que tudo quanto em meu nome pedirdes ao Pai ele vos conceda.
Amados, por ocasião do chamado a tomar posse da oferta da salvação através do arrependimento e conversão pela aspersão do sangue de Cristo, a dádiva não é para se usar individualmente, ou guardar a promessa em sigilo, mas precisamos compartilhar a graça e multiplicar almas para o Reino do Senhor Jesus, anunciando a salvação para os que não conhecem o Evangelho, para que também sejam libertos dos pecados e venham a receber o dom da vida eterna.
Porque o compromisso para fazer a obra de Deus e anunciar a salvação aos que andam em trevas, não é exclusividade apenas do líder da comunidade evangélica ou de um grupo de missionários treinados especialmente para fazer a evangelização, mas todos que recebem o talento (a graça da salvação) devem, isto é, tem o dever e o compromisso de anunciar o Evangelho para fazer a obra de Cristo.
Mas aquele servo que recebe as virtudes do Espírito Santo para salvação, e toma para si o ministério de “esquentar banco”, ainda que tenha participação ativa na sua comunidade evangélica, mas, se não evangelizar e não ganhar almas para Cristo, esse servo é inútil e estará enterrando o talento que lhe fora confiado para multiplicá-lo.
Pois a palavra do Senhor na primeira carta aos Coríntios 12.31 descreve: Procurai com zelo os melhores dons; e eu vos mostrarei um caminho ainda mais excelente.
Mas se não anunciar ao Evangelho, certamente, no grande e terrível dia do Senhor, vai ouvir do próprio Senhor Jesus, as mesmas palavras da parábola, a qual diz:
Mau e negligente servo; sabes que ceifo onde não semeei e ajunto onde não espalhei; devias, então, ter multiplicado almas para o meu Reino.
Tirai-lhe, então o dom da graça da salvação e lançai, pois, o servo inútil nas trevas exteriores; ali, haverá pranto e ranger de dentes.
A PARÁBOLA DO SEMEADOR
Em sustentação a Parábola dos Talentos, a Parábola do Semeador (Evangelho de Marcos 4.1-20), conta que Jesus ensinava junto ao mar para uma grande multidão; fazendo menção do pregador de boas novas ao semeador, o qual disse:
E o semeador saiu a semear, e uma parte da semente caiu junto ao caminho, e vieram as aves do céu e a comeram. E outra caiu sobre pedregais, onde não havia muita terra, e nasceu, mas logo morreu porque não tinha terra profunda, e outra caiu entre espinhos, e os espinhos a sufocaram e não deu fruto.
Mas outra caiu em boa terra e deu fruto, que vingou e cresceu; e um produziu trinta, outro, sessenta, e outro,cem.
E, no versículo 14 deste capítulo Jesus instrui que, o que semeia, semeia a palavra; e os que recebem a semente em boa terra são os que ouvem a Palavra e dão fruto, um, a trinta, outro, a sessenta, e outro, a cem, por um, multiplicando assim o talento recebido.
PREGAR O EVANGELHO É COMPROMISSO DE TODOS
Na carta aos Romanos 10.14-17, a Palavra faz um verdadeiro apelo para que todos anunciem o Evangelho, meditemos: Todo aquele que invocar o nome do Senhor será salvo. Mas como, pois, invocarão aquele em quem não creram? E como crerão naquele de quem não ouviram? E como ouvirão, se não há quem pregue?
E como pregarão, se não forem enviados? Como está escrito: Quão formosos os pés dos que anunciam a paz, dos que anunciam coisas boas! De sorte que a fé é pelo ouvir, e o ouvir a palavra de Deus.
Irmãos, o compromisso para anunciar o Evangelho é muito sério, medite nas palavras do nosso irmão Paulo, descritas em I Coríntios 9.16,: Porque, se anuncio o Evangelho, não tenho de que me gloriar, pois me é imposta essa obrigação; e ai de mim se não anunciar o Evangelho!
Semelhantemente, em Mateus 9.36-38, vendo Jesus a multidão, teve grande compaixão deles, porque andavam desgarrados e errantes como ovelhas que não têm pastor. Então advertiu aos seus discípulos dizendo: A seara é realmente grande, mas poucos são os ceifeiros. Rogai, pois, ao Senhor da seara que mande ceifeiros para a sua seara.
E neste texto, apesar da advertência ter origem no Antigo Testamento (Ezequiel 3.18-21), é uma profecia, e se ajusta plenamente para nós, apreciem a ordenança do próprio Senhor Deus:
Quando eu disser ao ímpio: Certamente morrerás; não o avisando tu, não falando para avisar o ímpio acerca do seu caminho ímpio, para salvar a sua vidaaquele ímpio morrerá na sua maldade, mas o seu sangue da tua mão o requererei.
Mas, se avisares o ímpio, e ele não se converter da sua impiedade e do seu caminho ímpio, ele morrerá na sua maldade, mas tu livraste a tua alma.
Semelhantemente, quando o justo se desviar da sua justiça e fizer maldade, e eu puser diante dele um tropeço, ele morrerá; porque, não o avisando tu, no seu pecado morrerá, e suas justiças que praticara não virão em memória, mas o seu sangue da tua mão o requererei.
Mas, avisando tu o justo, para que o justo não peque, e ele não pecar, certamente viverá, porque foi avisado; e tu livraste a tua alma.
Essa orientação do Senhor foi ratificada no Novo Testamento e citada por Paulo no livro de Atos 20.26, 27, dizendo:No dia de hoje, vos protesto que estou limpo do sangue de todos; porque nunca deixei de vos anunciar todo o conselho de Deus.
E o capítulo 5 de Marcos, conta que na província de Gadareno, havia um homem que era possuído por uma legião de espíritos imundos, o qual morava em sepulcros e cadeia alguma podia lhe segurar, mas vindo Jesus, expulsou os espíritos e esses tomaram uma manada de porcos, que se precipitou no mar, morrendo todos.
E o homem ficou liberto, e pediu a Jesus que deixasse ir com Ele. Jesus, porém, não lho permitiu, mas disse-lhe: Vai para tua casa, para os teus, e anuncia-lhes quão grandes coisas o Senhor te fez e como teve misericórdia de ti. E ele foi, e começou a anunciar em Decápolis a benignidade de Jesus e todos se maravilhavam.
Assim também, a mulher samaritana (João 4) deixou o seu cântaro, e foi à cidade, e anunciou Jesus aos homens. E muitos dos samaritanos daquela cidade creram nele, pela palavra da mulher.
E os chamados pelo Senhor Jesus, Ele os capacitará a cada um com os dons espirituais para fazer a obra, ainda que produza apenas trinta frutos, grande será o galardão no Reino de Deus. Pois no livro de Lucas 24.47, Jesus ordenou que em seu nome, se pregasse o arrependimento e a remissão dos pecados, em todas as nações, começando por Jerusalém.
Outra peculiaridade interessantíssima, vem na segunda carta aos Coríntios 10.15, 16, onde a Palavra faz uma séria advertência, a qual não está sendo observada por muitos, e, principalmente pelos pregadores, vejamos:
Não nos gloriando fora de medida nos trabalhos alheios; antes, tendo esperança de que, crescendo a vossa fé, seremos engrandecidos, para anunciar o Evangelho nos lugares que estão além de vós, e não em campo de outrem, para não nos gloriarmos no que já estava preparado.
A doutrina de Cristo revela que o intercâmbio religioso entre os dirigentes das igrejas denominacionais, como de costume, permutar a pregação ou trazer pregadores de outras localidades para ministrar em campo de outrem, é uma cultura que contradita o Evangelho, pois a ordenança de Cristo é para buscarmos as ovelhas perdidas (Lucas 15.4-7), ou seja, anunciar o Evangelho aos que não conhecem a Palavra que cura, liberta e salva, pela aspersão do sangue de Cristo.
Esses testemunhos e recomendações do Senhor, vem para nos encorajar a assumirmos a obra do ministério, para a qual fomos chamados. E, para anunciar o Evangelho não há necessidade de ingressar em curso bíblico de discipulado, faculdade de teologia, nada disso, aliás, não deve, porque você tem em suas mãos a maior fonte de sabedoria e inspiração, a bíblia sagrada. É só buscar a unção no Espírito Santo de Deus, meditar, e Elevos ensinara todas as coisas (I João 2.27).
Porque foste chamado por decreto do Altíssimo e o seu compromisso com a obra de Deus não veio por acaso, talvez você não tenha dimensão da grandeza do seu ministério, e certamente não é “esquentar banco” congregação alguma, dizendo amem a tudo que ouve.
Mas, vai para os teus e anuncia-lhes quão grandes coisas o Senhor te fez e como teve misericórdia de ti.
INDICAÇÕES PARA INICIAR A EVANGELIZAÇÃO
Quando devemos anunciar o Evangelho? Sempre que possível, em qualquer lugar, dia, hora, e em qualquer situação. E quando saírem especificamente para evangelizar, se possível saiam em duas pessoas, ou seja, dois irmãos, ou marido e mulher. Andar em dois não é uma regra, mas seguir os ensinamentos do Senhor Jesus, o qual sempre enviou os seus, de dois em dois.
A quem devemos anunciar o Evangelho? A todos que não conhecem a palavra de Deus, independente de raça, sexo, cor, credo religioso, classe social ou poder econômico, porque o Senhor Deus não faz acepção de pessoas. È aconselhável também, se disponibilizar aos discipulados para ensiná-los nas suas residências, agendando previamente horário e datas, e fazê-los acompanhar os ensinamentos na bíblia.
E não tenham receio de pregar a verdade (João 8.32), porque na palavra de Deus não há censura, você pode pregar a bíblia toda e em todo lugar, o que precisamos é buscar no Senhor a sabedoria para anunciar a sua verdade com exatidão, como também não se deixar vencer por aqueles que possuem sabedoria material, evitando sempre contenda com esses, a qual Deus abomina.
É indispensável estar preparado espiritualmente, porque aparecerão muitas situações atípicas e o servo de Deus não poderá ser surpreendido, sem que lhes dê uma resposta coerente. Muitos lhes pedirão aconselhamento, oração para enfermos, farão perguntas sobre a Palavra, e o Apocalipse. Mas não se preocupem, o Espírito de Deus falara em vossa boca.
Deus seja eternamente louvado e o seu amado Filho Jesus, glorificado.
Continue conosco, e que o infinito amor de Deus que excede a todo entendimento, seja abundante na sua vida.
A paz do Senhor Jesus a você e sua casa.


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